Ruínas da Idade do Ferro em Espinho abertas ao público

Em Espinho, há agora um espaço arqueológico para visitar. Por lá pode conhecer 14 estruturas habitacionais de um povoado que remonta ao século IV antes de Cristo e o que resta de uma fábrica de papel. Para já, há visitas guiadas gratuitas, mas o próximo passo é criar percursos e painéis informativos.

É um castro sem paralelo a nível nacional. Viveu aqui uma comunidade indígena, e o castro foi abandonado no século I d.C., o que significa que não foi romanizado. Além disso, e apesar de a cultura castreja ser de granito, este conjunto é de xisto”.

A história é contada por Jorge Salvador, o arqueólogo responsável pelas visitas guiadas gratuitas ao castro de Ovil, que abriu ao público no dia 18, depois de a Câmara de Espinho ter criado acessos e investido em sinalética identificativa.

Fica no lugar do Monte, em Paramos, numa área que se estende ao longo de 22 mil metros quadrados. E nem só de ruínas da Idade do Ferro se faz o espaço, que foi integrado no projeto das 100 mil árvores da Área Metropolitana do Porto. Por lá foram plantadas 1500 espécies. Há carvalhos, sobreiros, medronheiros ou até árvores características de uma floresta indígena, como cerejeira-brava ou salgueiro.

Durante as escavações, foi encontrado um conjunto de espólio e artefactos, que está à guarda do Museu Municipal. Há até registos de ocupação medieval, altura em que o castro foi parar às mãos de uma família de Paramos. Quem o visitar, pode também ver as ruínas da fábrica de papel Castelo, que nasceu em 1836 e funcionou até 1974. Após a abertura de acessos, a segunda fase de recuperação vai implicar um investimento da Câmara de 150 mil euros, para criar percursos interiores, passadiços e painéis informativos e interpretativos para permitir a auto visitação.

Fonte: JN 02-02-2018

Faça o primeiro comentário a "Ruínas da Idade do Ferro em Espinho abertas ao público"

Comentar

O seu endereço de email não será publicado.


*