Castro de Ovil: Um povoado do séc. IV a.C. e uma fábrica de papel

O espaço arqueológico da Idade do Ferro tem cerca de 22 mil metros quadrados, é formado por 14 estruturas habitacionais, onde viveu um povo indígena. O Castro de Ovil fica em Paramos, Espinho.
O Castro de Ovil fica a poucos metros de distância do Apeadeiro de Monte de Paramos, na linha do Vouga. No povoado, que remonta ao século IV a.C., viveu um povo indígena e o castro foi abandonado no século I d.C.
Um espaço surpreendente, cheio de história e rodeado pelo verde das árvores e pelo som do rio. Guiada pelo arqueólogo Jorge Salvador, a jornalista Rute Fonseca faz uma visita guiada ao Castro de Ovil, em Espinho.
O arqueólogo Jorge Salvador, da Câmara Municipal de Espinho, faz-nos uma visita guiada ao espaço, onde também podemos ver as ruínas de uma fábrica de papel.
“Estamos na estação arqueológica do Castro de Ovil, é um povoado da Idade do Ferro. Aqui no Entre Douro e Vouga é das primeiras aldeias sedentárias. A cultura castreja é tradicionalmente do granito e de grande altitude, mas aqui estamos a baixa altitude e domina o xisto”, começa por explicar Jorge Salvador, o arqueólogo responsável pelas visitas guiadas gratuitas ao Castro de Ovil.
O Castro de Ovil “é constituído por cerca de sete dezenas de casas, para uma população entre 100 a 150 pessoas. Trata-se de uma comunidade que se dedicava à caça, à pesca e que está rodeado por água que serve de defesa e para a pesca”.
O Castro faz parte do projeto das 100 mil árvores da Área Metropolitana do Porto e nos dois hectares de povoado foram plantadas espécies como carvalhos, sobreiros, medronheiros e cerejeira-brava.
A Câmara Municipal de Espinho “tem um espólio de 60 mil peças, entre fragmentos, ferramentas, louças, panelas, talhas, pesos de rede que foram encontrados durante as escavações no Castro”.
Nos terrenos também encontramos as ruínas da fábrica de papel Castelo (1836-1974).
As visitas ao Castro de Ovil são gratuitas, realizam-se de segunda a sexta-feira. Os interessados devem ligar para o FACE – Fórum de Arte e Cultura de Espinho (22 732 62 58) e marcar. Não há limite mínimo de pessoas.

Fonte e Fotos TSF

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